Aspectos Criminológicos Diante dos Problemas Relacionados com os Jovens, Emigrantes e sua População Carcerária, Espanha

Resumo

 

 

Tal trabalho nos revela a urgência em abordar novas teorias contra o crime juvenil onde não só está trazendo certos riscos a toda uma sociedade e sim para que os mesmo jovens de hoje não se convertam em verdadeiros doutores do crime no futuro.

 

A medida que se observa o trabalho em tela nos identificamos de alguma forma que em se tratando dos menores que sem a devida oportunidade e vivendo em locais criminogeneo, poderam sem a devida ajuda alcançar estatus de um verdadeiro criminoso.

 

Apartir de estudos feitos e refeitos em diversos países do novo e do velho continente se observa a descriminação, indiferença, e a falta de oportunidade onde possivelmente um ser poderá adotar uma conduta extrema.

 

Sumário

 

1)     Introdução;

 

2)     A Teoria do Controle Social;

 

3)     Historia da Criminologia – Controle Social;

 

4)     Por que não Delinqüimos?;

 

5)     A Teoria da Anomia para Durkhein;

 

6)     Delinqüência violenta e emigração: Um marco para a metodologia histórico – comparativa;

 

7)    Investigação de Campo; nota, os itens 7 e 7.1 foram retirados deste trabalho para melhor adequação de espaço e conteúdo. Em detrimento das normas do IBCCRIM, assim se resolve, contrapartida tais dados estão a disposição para eventuais pedidos.

 

7.1) Pesquisa da Fundação Casa – FEBEM.

 

8) Da Oportunidade;

 

9) Conclusão

10) Bibliografia.

 

                                                           Introdução

 

Desde os tempos mais remotos a Criminologia vem atuando, e direciona-nos ao objetivo supremo de entender o ser humano em relação a sua ação delitiva que corresponde ao mal que exerce na sociedade em que vive.

 

Por conseguinte, o objeto da Criminologia não contém como estudo direto o campo da ciência natural, mas indiretamente, e por ser área de afetaçao do ser humano razao pela qual o homem é o objeto direto de estudo desta ciência.

 

Por último e não menos importante, os objetos secundários de estudo desta ciência são, o estudo da ação negativa do ser e sua práxis além das possíveis causas desta conduta final.

 

Depois de argumentar resumidamente o objeto desta ciência, é imperioso destacar que não podemos confundir com outras matérias e ciências que se encontram também no âmbito de estudos do criminoso e suas diversas áreas.

 

Entendendo como esta ciência atua e verificando seus objetivos de estudo, saberemos que a mesma analisa em separado os acontecimentos sociais de intervenção humana negativa.

 

Seguimos no intento de estudá-la e por conseguinte, estabelecemos uma separaçao dedática, que abrodará, (I) Criminologia Científica e (II) Criminologia Filosófica.

 

Separando novamente o material supra temos (I) a Criminologia Científica sendo: criminologia de causa como área disciplinar que tem por objeto determinar as causas físicas, químicas, biológicas, psicológicas, psiquiátricas, sociais, meio ambientes, econômicas, políticas, históricas e etc., da ação negativa do ser humano.

 

Inserida ainda na Criminologia Científica, temos a Crítica Criminal que tem como área de estudo a apreciaçao e a fundamentação das teorias criminológicas, eficácia criminológica nas diferentes áreas da política criminal em respeito ao homem novo, e por fim Teorias Criminólogicas, que tem como objeto formular, examinar historicamente, e fortalecer as teorias criminólogicas do passado e ora existentes.

 

 

Na segunda parte da divisão ora estabelecida, temos (II), Criminologia Filosófica, que também tem sua divisão e seus ensinamentos, como vejamos: A Metafísica Intramundana, que tem como estudo um modo de realidade: o ser e a ação negativa. Depois A moral, (Axiologia), A Epistemologia (metodologia do conhecimento).

 

Após dividida corretamente as áreas de atuação desta ciência de forma didática, para entendermos este trabalho, temos a seguir informações desta última parte da divisão, história da criminologia, teorias provadas em campo e utilizadas por este investigador, pesquisa de campo feita por uma instituição do Brasil e, por fim, considerações que nos fazem pensar em políticas criminais mais sérias e inovadoras.

 

Assim, começar um trabalho de investigação sobre algum tema criminológico, é sem dúvida um esforço muito grande, mas, gostaria antes de argumentar sobre um trecho de uma obra de psicologia em que o autor encontra um vínculo entre a tal disciplina e a criminologia, que a meu ver é de grande valia para a criminologia atual, onde buscamos a independência de tal matéria.

 

Não obstante, é a criminologia uma ciência antiga em seus dizeres e anotações? Não é, mas a psicologia sim, e a junção entre as duas ciências faz com que hoje possamos ter uma matéria antiga e ao mesmo tempo abundante em conteúdos para o futuro das teorias.

 

Esclarecer dados sobre um assunto criminológico atualmente é de extrema importância e ao mesmo tempo nada fácil, mas para um grande trabalho em forma de teoria é necessário uma pesquisa de campo ainda maior, por que estamos nas ruas, nos piores lugares do mundo e nos deparamos com o mundo normal, real, e olhamos as infinitas oportunidades com que o jovem de hoje podem adentrar em um possível mundo de criminalidade

 

Ademais, um dos livros ora citados ao longo deste artigo, me orienta no sentido ímpar de que um trabalho de teoria criminológica, para que se faça de verdade é necessário que se realize uma investigação empírica, ostensiva e, ao mesmo tempo, pormenorizada, ou seja, uma observação do mundo real, do  mundo do crime no âmbito jovem, social, familiar e escolar.

 

Conforme supra citado, faremos mençao de uma obra de psicologia, em que buscamos não só a realidade da autonomia da criminologia, mas de que forma as duas por si só são de extrema importância ás futuras teorias de desenvolvimento e estudos para os nossos jovens de um futuro próximo.

 

É uma anotação do autor que tem a necessidade de expor como as duas disciplinas juntas, nos ensinam que a sociedade tem sempre a possibilidade e o dever de “arrumar a casa”, ou seja, tem a chave para dirimir conflitos, dúvidas e os detalhes dos quais se fazem presente em uma sociedade com a qual vivimos e convivimos hoje em dia cuja taxa de violência cresce cada vez mais.

 

O livro “El Alma Está en el Cerebro”, do autor Eduardo Punset, mostra-nos:

 

“Sociedade e Neurologia: O Debate Aberto”

 

Como segue: “a doutora Manuela Martínez, especialista em violência de gênero, admite que obviamente, (-o maltrato físico durante o período de desenvolvimento do cérebro da criança, prejudica necessariamente, posto que altera o desenvolvimento das estruturas do desenvolvimento das sinapses, os níveis de neurotransmisores, etc. Assim, quero dizer que o cérebro pode não desenvolver-se adequadamente, mas isso não quer dizer, em minha opinião, que a criança possa ser um delinqüente o será muito menos um assassino).”

 

Ela continua “Em opinião de Manuela Martínez, a agressividade ou a violência não é um comportamento que se observa por razões fisiológicas, e sim por razões sociais”: (A agressividade ou a violência é um comportamento social. Você necesita estar com os demais, você aprendeu uns jogos sociais, você adquire um rol em cada contexto. Obviamente, se- teu cèrebro funciona bem em cada contexto, comportas adequadamente e não vai ser um individuo deliquente ou criminal; se teu cerebro funciona mal, pode sair do rol que se observa… Isso é obvio. Mas sempre se trata de um contexto determinado).

 

Sem duvida são anotações de grande valia para a criminologia, que vem nos ensinado com as teorias ora existentes que o convívio social é questionavelmente a chave para varias perguntas, como por exemplo, Por que não delinqüimos?

 

O autor e psicólogo espanhol segue com as tais “chaves” tendo como base a criminologia, mas com atitudes em sua área.

 

Seguido dos argumentos da doutora Manuela, também e psicóloga, Belén Martínez, que anota na mesma obra, outro dado interessante relacionado com a aprendizagem de padrões de conduta. “Eu não diria que a violência está interamente relacionada com a biologia, se não com o modo em que se encontrem os esquemas quando o sujeito é ainda uma criança. A segurança da criança é básica, é uma etapa onde se está construindo um esquema do mundo e de suas relações, se maltrata um bebê, ou uma criança, ou se cuida dele de uma maneira inadequada, abandonando-lhes ou abusando-lhes, a criança aprende ou desenvolve esquemas ou padrões para que o mundo se transforme em um lugar hostil, em um lugar mal, negativo, onde realmente existam duas opções: ser vitima ou ser agressor. É fácil entender como uma criança que sofrera determinadas experiências de maltrato, com o tempo desenvolve esquemas negativos sobre o mundo e sobre a vida, e tende a comportar-se em muitas ocasiões de um modo violento”.

 

Diante do acima narrado e exposto, é necessário que aprendamos com as relações de sociedade e família, não obstante, o convívio em determinadas fases de nossas vidas instigam com que a criança de hoje seja um determinado homem de amanhã.

 

Ademais, de comentar essa ciência, a psicologia, não poderemos nos equivocar de acreditar que a criminologia é uma parte dela e sim ciência autônoma que cuida e desenvolve teorias empíricas para a compreensão dos delitos.

 

Em destaque, antes de adentrar no conteúdo deste trabalho, é de extrema importância narrar que a criminologia atual necessita sim de dados de outras matérias para uma análise ampliada da situação delitiva, mas não carece de ser ela um apontamento de outra matéria.

 

 

                                               A Teoria do Controle Social

 

Sem embargo, mister se faz que anotemos um trecho da obra Criminologia do autor Orlando Soares (Biblioteca Jurídica Freitas Bastos, p. 42), “Criminologia é a ciência causal-explicativa, essencialmente preventiva, visando o oferecimento de estratégias, através de modelos operacionais, de maneira a minimizar os fatores estimulantes da criminalidade, bem como o emprego de táctica que empreguem fatores inibidores da criminalidade”.

 

A teoria do controle social de Hirschi bem como da frustração de Agnew e a também teoria anotada por Sutherland Associação Diferencial mais conhecida como aprendizagem social que no futuro foi melhorada por Akers e a mais conhecida de Sutherland, do colarinho branco e dos crimes de cor caqui (praticados pelos militares), e corroboram com os dados acima anotados que nos explicam que antigas teorias são novas aos olhos do ser em tempos atuais.

 

No na obraconsultadaIntroducción A La Criminología, em suas paginas sobre o tema, verifica-se que a teoria de Hirschi e seus colegas nos deixaram muitas conclusões que adiantaram o futuro criminal daquela época mas todavia, ainda, em tempos atuais não podemos dizer que temos todas as soluções para os problemas em tema de criminologia.

 

Ademais, insta salientar que tal teoria merece seu reconhecimento na historia da criminologia, não por ter efetuado um grande trabalho empírico mas sim por que com tal ponto de partida tivemos a possibilidade explicar nos dias atuais alguns delinquentes e seu modus operandi.

 

                                    Historia da Criminología – Controle Social

 

Para tal teoria, criada por Hirschi nos anos “60”, foram investigados nos bairros que eram povoados por emigrantes italianos que no futuro formariam as máfias italianas.

 

É incrível a historia e os meios pelos quais se podem observar o entorno do mundo criminal e suas variáveis. No mesmo ano da obra citada acima, Hirschi e seus colegas investigavam e assumiam, em Chicago que a teoria do Controle Social era aplicável no entorno daquela coletividade e Sutherland com a teoria do Colarinho Branco e de cor caqui, e Agnew com a teoria do Aprendizado e o controle baixo, na mesma época assumiam o que hoje podemos analisar como as três principais causas do delito no mundo capitalista em que vivemos.

 

A delinqüência não é produzida por nenhum elemento de natureza externa ou interna, como a frustração ou aprendizagem de certos valores e técnicas, se não que representa a tendência natural do ser humano em questão de oportunidade, o que se deve perguntar não é por que delinquimos e sim por que não delinquimos?

 

Nesta mesma época os investigadores de Chicago, observavam que a relação de crime X oportunidade desta comunidade, eram ocasionadas em virtude do não comprometimento de um Estado que lograsse colocar as devidas oportunidades e que, por conseguinte mantivessem isolados do resto do mundo tais emigrantes.

 

A criminologia tem como estudo o agente suas condutas negativas, e suas variáveis e possíveis causas do crime bem como o fator criminologico da prática delitiva somada às condutas anti-sociais dos delinquentes e Hirschi e seus colegas observaram bem de perto que o controle social é sem dúvida um dos mártires da prática delitiva.

 

A seguir vejamos como um psiquiatra de renome no Brasil e no exterior, cujo trabalho é conhecido por todos, nos diz:

 

Não se pode negar o merecimento dos estudos psicanalíticos na comprovação de que as ações humanas, inclusive o crime, obedecem a motivações inconscientes, e que as raízes dessas motivações provêm das experiências da primeira infância.” Ensaio de Psicologia Criminal, (O teste da Árvore e a Criminalidade), Luíz Angelo Dourado, ed Zahar,1969, 2ed.

 

E segue nos expondo que a infância é a verdadeira primícia sobre o fator criminológico que vivemos hoje, não obstante a chamada primeira educação, ou seja, aquela educação que as crianças recebem sobre moralidade ou educação básica seja a responsável pelas atitudes antis-sociais e a falta de respeito sob um ponto de vista da moralidade do ser. Vejamos:

 

“Assim sendo, à ausência de correta educação desde o início do desenvolvimento do ser humano é a chave-mestra que poderá abrir, na idade adulta, as portas do cárcere. A reação dos fatores ambientais sobre o indivíduo apenas relativa importância apresenta.” Ensaio de Psicologia Criminal, (O teste da Árvore e a Criminalidade), Luíz Angelo Dourado, ed Zahar,1969, 2ed.

 

Corrobora ao narrado do autor, bem como de alguns criminólogos em tela que uma sociedade mal formada e mal educada terá sem duvida os criminosos que assim se forme e eduque para tal, mas as raízes de uma sociedade positiva e bem cuidada para um convívio regular entre todos é sem duvida a educação.

 

Este investigador por meios empíricos desenvolveu um trabalho de análise, para promover uma investigação capaz de demonstrar, a teoria mista em que da falta de oportunidade e a falta de amor para com o nosso próximo, será sem dúvida, nos próximos anos a teoria criminológica mais explicativa sobre o crime e o delinqüente.

 

Assim podemos analisar que não se comete um delito por que existe um vinculo entre o sujeito e a sociedade.

 

(-A teoria do controle social assume que os atos delitivos se produzem quando o vinculo do individuo com a sociedade está debilitado ou rompido-) Hirschi, 1916:16.

 

Seguimos com a obra Introducción A La Criminología do autor e professor Alfonso Serrano Maíllo, na qual encontramos quatro elementos que segundo Hirschi, é o vínculo primordial para o não cometimento do ato delitivo: O Apego, A Entrega, A Participação e a Crença.

 

Por tais elementos o autor nos ensina que (-A essência da internalização das normas (…) reside no apego do individuo a outros-) Hirschi 1969, 18.

 

Hirschi também nos demonstra em sua teoria que a oportunidade do jovem de hoje em dia é a mesma de ontem para delinqüir, mas as oportunidades de prosseguir com uma conduta positiva para com a sociedade e para si é infinitamente maior que ontem.

 

 (c) Muitos jovens e adultos não dispõem de muito tempo para ocupar-se em atividades delitivas o incluso para pensar nelas: a participação, por tanto, em atividades das mais diversas naturezas, por exemplo, no caso dos jovens o rol de atividades escolares, esportivas e extra escolares… Constituem em ulterior elemento do vinculo a sociedade. Hirschi, 1968 212-222; o mesmo 1969: 21-22 e 191. (Quanto maior e mais intensa seja a participação do individuo em atividades deste tipo, mas difícil será que delínqua, segundo nosso autor).

 

Um jovem corrompido pela má conduta ou pela observação negativa somada ao aprendizado delitivo é sem duvida o elo de rompimento de um ser para com sua sociedade, o não comprometimento deste ser com sua sociedade se deve ao fato que um dia ele não encontrou sua oportunidade sendo que ao sentir-se excluído pelas políticas de proteção de um estado se vê obrigado a reservar seu seja como for.

 

                                               Por que não delinquimos?

 

(Quer dizer, que para as teorias do controle social, os controles que impeidem que o jovem caia no mundo do crime pode ser interno ou externo. Assim, por exemplo, os primeiros podem incluir um bom autoconceito, acreditar nas normas ou um autocontrole alto; os segundos, a vigilancia na familia na escola ou no seu grupo primário). .> Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Quer dizer que, em Durkhein para Hirschi, os pontos são os mesmos, mas a oportunidade e influência é a mudança maior para os jovens.

 

A oportunidade esta baseada em ter um futuro melhor olhando sempre para frente em direção ao seu entorno e principalmente no futuro.

 

A oportunidade de delinquir sempre estará presente, para todos, mas a oportunidade do futuro melhor, nem todos teriam.

 

(Sobre o caso da família, a investigação contemporânea destacou a importância para a explicação do delito, ainda que não seja tão determinante como às vezes pode-se pensar).

 

(… mas às vezes reconhecem que as variáveis referidas à escola ou aos pares tem uma influencia muito maior, assim como pode haver direfenças entre distintos subgrupos de família atendendo a variáveis como a raza). Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Assim sendo, autores de renome no Brasil e no exterior nos dão a oportunidade de verificar que uma sociedade que abriga seus criminosos e ao mesmo tempo em que ajuda a formar mais, nos incentiva no caminho que a educação e a total atenção para as crianças são de extrema importância.

 

Na mesma obra, ora citada, em sua página 362, nos destaca: (A teoria clássica do controle, mas conhecida é a que Hirschi apresento em 1969, é a que estamos nos referindo no capitulo 2. Essa teoria que teve impacto impressionante, segue inspirando ainda hoje alguns investigadores e, em realidade, mantem um certo apoio empirico) Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Estou certo que essa teoria nos ensina a melhorar a qualidade de vida dos jovens, por que nos orienta para os verdadeiros problemas da sociedade em que vivimos e, sobretudo, nos limita que a verdadeira ordem é melhorar nosso entorno com qualidade de vida social para todos, melhores trabalhos e igual oportunidade para que os jovens tenham uma opção agora, e não uma medida de penalização a que escolher.

 

Temos a oportunidade de proporcionar aos jovens de hoje a segurança que não tivemos, podemos agora clavar as mãos no trabalho social e voluntário, ajudar, mais o próximo, podemos conviver mais com os nossos filhos e família, pois somos todos como uma grande família e podemos estar certos de que o sentimento de ajuda nos permitirá assegurar um futuro sem delitos e delinquencia.

 

A chave para o delito, para o criminoso de hoje, é assegurar que cumpra sua reprimenda corporal e a chave para o futuro das pessoas de bem é a criminologia que nos ajuda com o efetivo cumprimento das leis e as teorias que nos ajudam no convivio com nossos entes queridos.

 

                                    A Teoria da Anomia para Durkhein

 

(Em especial, Durkhein desejava explicar que o comportamento humano não só depende do livre arbitrio, se não que se encontra ao menos em parte determinado por forças que se encontram fora do seu controle e que incluso tinha uma natureza social, ou seja, independente de sua pessoa. A tesi é que existem forças sociais que influem no comportamento humano) Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Insta salientar que autores como Durkhein abordam que determinada chave está na sociedade como um problema e para Hirshi, o problema é a sociedade.

 

Explicando, o criminoso, em suas varias modalidades ou profissões, como queira determinar, que não vem ao caso agora e será objeto de discussão ao longo do trabalho.

 

Tão somente cabe ressaltar que a sociedade como criadora de seus próprios criminosos tem para Durkhein a chave para gerar e propagar ao individuo a oportunidade que necessita para delinquir, vitimologia pura.

 

Como sendo a chama para o estopim, como por exemplo, a parte externa que o individuo analisa para o momento oportuno para o ato delitivo.

 

Hirschi exterioriza de uma forma mais contundente na hora de responsabilizar uma sociedade falida como a nossa aliás analisa muito bem ao argumentar que a oportunidade quem cria é o próprio autor do ato descrito na norma como reprovável, pois o mesmo ato que a lei condena como ato antijurídico e que a mesma sociedade sanciona, por meio do competente juízo.

 

Mas ainda, Hirschi, aborda que a sociedade tem sua parcela de culpa, sociedade essa em forma de Estado, que inclui todos de uma forma ou de outra.

 

(O mal estar que sofremos (…) é testemunha, não só uma miséria economica crescida, senão uma alarmante miséria moral) Durkhein 1897: 434; vid. Asimismo y en general 323-358. Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Ademais, os autores acima sitados, determinam que a chave é a conduta humana em sua sociedade, mas… os criminosos são pessoas normais? Sim, são de verdade, e merecem ser tratados como tal, ou seja, no cumprimento da reprimenda e incluso em suas responsabilidades pós crime, falo aqui das civis.

 

Entretanto, cada reprimenda merece uma historia e cada historia deveria ser contada de forma impar, pois não somos todos iguais, menos ainda os tipo penais, não quero aqui adentrar no Direito Penal, tampouco em políticas criminais de segurança pública.

 

Tão somente, cabe ressaltar que cada pena a cumprir deveria ter sua parcela de TENTATIVA de reabilitar o indivíduo para um possível convívio com uma sociedade, ou seja, não penas suaves, mas sim que a tentativa de reabilitação seja realizada de forma produtiva.

 

Mas cabe a criminologia fazer tais comentários, sim faz, e cabem às políticas de segurança do Estado, que assim se entitulam cumprirem com suas atividades e objetivos precípuos.

 

Como é realizado por aqui, na Espanha os juízes são assistidos por criminólogos formados, expertos em criminologia, ou especialistas na área da criminologia, por que não basta tão somente punir, por que depois do cumprimento da pena deparamo-nos novamente com o mesmo processo de delinquencia.

 

Em comentário, insta salientar que na Europa a criminologia faz parte diretamente da justiça penal e civil e por meio de especialistas em criminologia e seus expertos, contato direto com o acusado e por tempo de cumprimento da pena através do programa que dirige um profissional em estabelecimentos de correção.

 

Insta salientar que a criminologia, aqui e nos 27 países que compõe a União Europeia, é ciência autônoma, matéria impar e curso universitário com duração de três anos, MBA, Mestrado, Dotorado e Cursos de Especialização, que conferem direito ao aluno ou profissional da área o exercício pleno da atividade nos 27 países da UE alem de desenvolver atividades nas diversas áreas que apontam como a criminologia a ciência descoberta para o novo século da nova era do aperfeiçoamento do estudo do criminal e suas duvidas e teorias no mundo.

 

Em resumo, não é a criminologia parte edificante de nenhuma outra disciplina, tampouco assessoramento de alguma matéria penal ou suas extensões mas sim, ciência impar com características singulares, das quais fazem dela uma matéria única que deveria ser tratada como tal.

 

Pois bem após apontamentos importantes sobre a nova tendência que ainda se faz carente no Brasil, não somente porque geraria emprego e políticas que serviriam em muito para um convívio singular para todos, mas principalmente para que embarquemos em uma nova era de moralidade e conhecimento dos quais estamos privados desde muitos anos, e que agora possamos tomar a verdadeira direção deste barco chamado Brasil.

 

Sem mais, para o tema acima analisado e que as devidas reflexões sejam feitas pelos oportunos responsáveis, mudaremos o curso deste barco para analisar o autor e também professor Marcelo F. Aebi, em sua obra que com propriedades nos ensina que a delinqüência e emigração são dois tópicos associáveis e ao mesmo tempo merecedores de respeito.

 

Delinquência violenta e emigração: Um marco para a metodologia histórico-comparativa

 

(… creemos que o debate europeu atual sobre a minoria étnica deveria deixar de lado as estericas discussões sobre diferenças culturais e teria que concentrar-se na busca de estrategias para melhorar a qualidade de vida dessas minorias e evitar a consolidação de bairros habitados unicamente por elas. O caminho é largo por que o simples fato de falar de emigrantes de segunda e terceira geração em lugar de falar de cidadoas nos refletem o fracasso das sociedades europeias ocidentais para integrar-lhes).

 

Os apontamentos acima mister se faz somar com os de Hirschi em Chigaco, EUA, onde nasceu sua teoria em meados dos anos 60, a teoria do controle social, em que analisando as palavras do professor Marcelo nos indica que neste século, inicio de um novo mundo de tecnologias avançadas o homem não deixou de ter os mesmos medos e conflitos internos,

 

Estamos diante de um confronto universal em tema de emigração e crimes ou tão somente a teoria nascida em Chicago, vêm resurgindo por vários países do mundo.

 

Ao contrário do que se diz nas sociedades burguesas do então novo mundo a emigração é espelho de desenvolvimento, de que emigração é necessário aqui no velho continente, assim que os chamados “cérebros em fulga” para os países de Europa são cada vez maiores.

 

É claro que o caso do Brasil que exporta seus “cérebros” para o mundo não chega a 1%, tendo em vista números de envios como África, China e Japão, e outros visinhos das Américas, chegam ao absurdo de enviar até 50% dos chamados cérebros.

 

Cabe esclarecer algumas duvidas a respeito do ora narrado, entende-se por “fulga de cérebro” os chamados até então universitários, com términos de seus cursos, Doutores, Mestrando, PHD, MBA, Expertos, ou seja, diplomados que veem uma oportunidade de progredir em seus estudos ou teses e investigações, aqui na Europa, através de inúmeras oportunidades, e em se tratando de Brasil, assim como os Mexicanos nos EUA, vêm todos documentados, como turistas e depois do prazo determinado por lei viram ilegais, os chamados “sem papeis” ou indocumentados, termo legal.

 

Depois de esclarecer alguns tópicos sobre emigração, baseando em dados de uma pesquisa feita em 2008 por Guillermo de la Dehesa, titulado como (Comprender la Inmigracón ed:Alianza de 2008), vamos a seguir narrando tópicos de interesse criminológico.

 

Outra dúvida a sanar é que, o que tem haver a emigração, crime e criminologia?,… Tudo, continuando com os apontamentos do professor Marcelo, da Universidad de Ensino a Distancia de Madrid, UNED, o mesmo relata em seu livro, não somente como as autoridades tratam os emigrantes mas também como a política aqui e nos 27 países são restringidas ao longo do convívio entre emigrantes e população local.

 

Assim, comenta o professor que ao tratar um ser humano com tantas normas de proteção e diferenças restringe o emigrante a possíveis “subidas” de vida igualando-se à condição  parecidas com o estilo de vida dos nativos, ou seja, uma vez emigrante sempre emigrante, a falta de oportunidade ou igual oportunidade.

 

Assim sendo, em matéria de crime, em Itália e França, suas legislações penais, adotara o mesmo sistema que o EUA possui em vigor desde 11M, ou seja, caso seja abordado pelas autoridades policiais a um emigrante sem documentação que comprove sua instancia legal nestes países, poderá o miliciano encaminhá-lo até um distrito policial sendo obrigado a se submeter a um fichamento como um criminoso, esclarecendo que nestes países tal conduta é considerado como crime.

 

Esperar o processo de extradição preso e incomunicado, na vida real, e assim estar entregue ao convívio de outros delinquentes de tipo penal diferenciado.

 

Tais políticas, ainda, não fazem parte integrante do ordenamento jurídico penal da união europeia, mas em breve será, por que a taxa de emigração nestes países se elevam a cada dia e sempre existem aqueles que se aproveitam do sistema em analise, e os emigrantes se vem obrigados a participarem da auto exploração, como acontece com os chamados cérebros que recebem menos pelo mesmo trabalho desenvolvido pelos nativos, e os que ainda não tem seus documentos, sendo explorados de todas as formas possíveis.

 

Em um último argumento, destacaremos que os procedimentos como aqueles adotados em países da EU, sobre matéria de emigração como sendo propriedade do Direito Penal, caberá, sem dúvida de argumentos, o que hoje ocorre em diversos países na Europa a exploração do ser humano em suas diversas modalidades.

 

Mas cabe ressaltar ainda, que, essa discussão detalhadamente será tema de um novo trabalho de pesquisa.

 

Concernente ao narrado sobre crime e emigração é um tema de abordagem extensa e cabe aqui dirimir duvidas e não busca-las, continuemos.

 

Ademias, a teoria do controle social vem e nos ensina que o motivo primeiro é que a criminalidade esta caracterizada por um determinado lugar concreto, mas, tendo em vista seus proprios problemas socias de um bairro.

 

Assim sendo Hirschi e o professro Marcelo, nos demonstra que a emigração de Chicago pelas mafias da época em meados dos anos 60, vem a corroborar com o então narrado pelo professor Marcelo, onde hoje a emigração está condicionada a viver em determinados bairros já habitados pelos seus familiares que chegaram primeiro ou pessoas da mesma nacionalidade e assim está demonstrado desde os anos 60 e até hoje que a oportunidade de delinquir de um determinado bairro sem grandes oportunidades de sobrevivência, pode possivelmente ser um bairro com grandes possibilidades de ser um lugar criminogeneo.

 

Mas não vamos confundir a teoria de Hirschi, e a teoria do professor Marcelo, onde o ponto de partida pode ser o mesmo, bairro com um maior controle de uma determinada nacionalidade, que eram chamadas de máfias, por bairros com emigrantes vindo dos mais diversos países do mundo que se adpatam ao estilo e a cultura dos demais e apartir dai tirar conclusões que todos os emigrantes são criminosos por que vivem apartados.

 

Exemplos no Brasil são os bairros afastados do centro sem possibilidades e nem recursos, falta de escolas, lazer, saúde e demais saneamentos básicos, fazem com que a população local em sua minoria tenha como opção o crime ou atitudes negativas ao convívio social local e territorial.

 

Em seguida vamos analisar um trabalho de campo realizado na Fundação Casa, antiga FEBEM de São Paulo – Brasil, que faz chave ao narrado acima, pois politicas de governos que não atuam como devem em localidades carentes, edificam centros como os de abaixo colacionado.

 

Formuladas as perguntas pelos próprios trabalhadores da instituição em tela e as perguntas formuladas tambem são de responsabilidades dos mesmos, assim que em seguida será exposta comentarios acerca dos relatos dos profissionais que trabalharam nesta pesquisa da Fundação Casa, que cabe mais uma vez ressaltar, foram feitas pelos profissionais da Instituição e serão comentadas aqui.

 

 

 

Kohlberg nos fala da tridimensionalidade da ação moral da realidade e da oscilação binária e aponta em seus estudos que podemos diferenciar as seis figuras morais, como saúde moral sábio, santo e libertador e como patologia moral, escéptico, cínico e tirano.

 

Pesquisa na Fundação Casa – FEBEM, Investigação de Campo.

 

É com a frase a seguir retirada do livro, Ensaio de Psicologia Criminal, que gostaria deixar em aberto esse tópico de tamanha importância:

 

“A privação de amor na infância pode incurtir na personalidade em desenvolvimento completa indiferença, desamor ou mesmo ódio ao próximo, facilitando, mais tarde, o ingresso no crime.”

 

 

A Oportunidade

 

(O primeiro individuo que depois de acercar-se a um terreno e disse: “Esta terra és minha” e encontrou gente tão simples para acreditar-lhe, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil).

 

(Cuidado ao escutar ao impostor; estarás perdido se esquece que os frutos são para todos e que a terra não é de ninguem) A origem da Desigualdade: A Propriedade. “Discurso sobre a origem e fundamentos da desigualdade entre os homens, parte 2, Tecnos, Madrid, 1987, Historias de los Filósofos.”

 

Bom como o próprio tópico demonstra a oportunidade segundo os autores reconhecidos, é a determinante entre o criminal e o ato em si.

 

Pois, a oportunidade da pratica delitiva é tão somente um momento em que o agente pratica a conduta descrita no tipo penal e assegura que todos os seus desejos sejam cumpridos.

 

Ademas, o criminoso sabe quando praticar e quando sua oportunidade aparecerá, mas tambem sofrerá a influência do meio onde vive e o tal baixo controle somado a uma possivel falta de oportunidade em sua vida.

Onde, sobre a ultima oportunidade ora narrada, gostaria discorrer algo sobre o tema, por que, creio que o determinante para a pratica delitiva do crime seja justo a falta de oportunidade, mas contraria a ter o agente a oportunidade de praticar um crime, ou seja, a falta de oportunidade em ter uma vida melhor, cujo o agente não deteve, é uma situação, e a oportunidade de ver-se em uma pratica delitiva por sua mera conduta e opinião é outra.

 

Cabe ao Estado, a sociedade, e por pirmeiro e não mais importante o grupo familiar, escola e grupo de amigos, que inspiram no ser em formação os prototipos de moralidade e boa conduta, assim teremos pessoas de bem, capazes de formar opiniões sobre o errado e certo ou melhor dizendo, bem e o mal, moralmente falando.

 

Teremos muitas teorias acerca do tema, uma delas é justamente a oportunidade, onde em uma pesquisa feita por (J.J. Muñoz Garcia y E. Navas Collado, pesquisa de 2004, extraido da Internet, Conducta antisocial en adolescentes: teorías explicativas psicosociales), uma teoria cujo nome De La desigualdad de Oportunidad, (Da desigualdade de oportunidade), que nos ensina, de certo modo, uma combinação das teorias de Anomia e da Associação Diferencial e tambem da Subcultura. Cloward y Ohlin, admitem a existencia de profundas desigualdades entre as diversas classes sociais na hora de ascender legítimamente a metas cultural e socialmente aceitas por uma sociedade podre e descriminate.

 

Os membros dos grupos mais deprimidos serviriam de meios ilegitimos para conseguir seus objetivos, é assim que nasce um criminoso.

 

A falta de oportunidade quando autores como Hirschi e Durkhein nos falam em seus ultimos anos de pesquisa, de que não tire a oportunidade das pessoas e que construam uma sociedade mas produtiva e pensadora de objetivos comuns com iguais oportunidades para todos.

 

Sem oportunidades mentirosas para aqueles que têm cor ou condição social diferenciada, ou pela nacionalidade ou pelas raizes hereditarias, e sim uma sociedade justa, para todos.

 

Uma sociedade que não dispõe de oportunidades para todos, sem duvida terá que assumir as consequencias de uma elevada porcentagem de criminosos convivendo na mesma sociedade com pessoas de bem.

 

Em sociedade com uma taxa de desigualdade tão profunda e clara aos olhos comuns, seria utopia crer que um dia algum governante poderá fazer algo, não por que o mesmo não queira e sim por que não havera mais oportunidade de fazê-la. Contraditorio.

 

(Desta maneira, a chave para que um delito tenha lugar se encontra em la concorrencia desses dois elementos; um sujeito com um autocontrole baixo que se encontra com uma oportunidade para delinquir – o bem, que se produza não a mera soma dos dois termos da formula, se não uma interação entre eles). Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Diante do ora exposto o autor nos ensina que a oportunidade de delinquir é a soma ou interação de efeitos externos a vontade do agente, ou seja, sua mera interação, já bastaria para a pratica delitiva.

 

Estudos que Freud realizava e outros psicologos e psiquiatras ao longo de nossa historia, até mesmo todos os profissionais da area criminal, em suas diversas areas de estudo e investigação todos juntos, não chegaram a uma só conclusão afim de que se o agente criminoso está ou não dotado de um baixo controle no momento da execução de um crime.

 

Não vamos aqui, corroborar ou não com este ou aquele autor, mas ter certeza de que a oportunidade ou a falta dela é sem duvida uma das palavras que alcansaram teorias que até o presete momento vem dando resultados e os seus devidos frutos.

 

O que queremos, os criminologos em geral é decobrir o que faz o agente pensar, manipular objetos ou planos, executar, ou até mesmo ordenar um crime.

 

Por que existem pessoas que vivem, moram, estudam, convivem, ou até mesmo tem menos possibilidade que muitos criminosos e não cometeram crime algum, ou seja, jovens que vivem nas mais diversas condições subumanas em torno do mundo e conseguem de forma magica, (muito esforço), seguir adiante, estudar, conseguir seu trabalho, talves não o sonhado, mas seguir, fazer familia e ter uma vida digna de respeito e admiração.

 

Não precisamos narrar, historias de superação em morros do Rio de Janeiro, Brasil, contam bem, ou até mesmo nos bairros pobres da grande São Paulo, ou Colombia, Peru, Venezuela, Argentina, Africa, Irã, etc etc etc.. e todos os países, cuja legislação é mentirosa, cuja sociedade é hipócrita, cujo legislador pensa dia e noite em mais tipos penais para enviar mais gente para as cadeias.

 

A falta de oportunidade acima narrada, é sem duvida a causa primaria do crime, em uma sociedade que estigmatiza, marca, manipula, puni, que descrimina, que não deixa o pobre ascender aos seus objetivos basicos, estudar, por exemplo, será sem dúvida uma sociedade falida.

 

O agente reincidente é mais custoso para o Estado, temos que fazer mais cadeias, só que agora com a palavra máxima na frante, mais impostos, para que todos possam dormir melhor.

 

Por que não construir escolas, hospitais, centro de desenvolvimento estudantil, centro de cursos profissionalizantes, ou centros culturais, com todo esse dinheiro poderiamos sim dormir melhor, tal dinheiro seria melhor empregado.

 

Existe uma pesquisa feita nos anos de 56 até 2006, pelos economistas e investigadores, Dean Yang, Oded Stark, Christian Helmenstein, Yuri Tegorov, Christian Dustmann, e seus colegas ao longo dessa pesquisa, que para ter um país de verdade democratico é preciso ter uma sociedade devidamente educada.

 

Corrobora ao narrado sobre o baixo controle e a falta de oportunidade de uma vida melhor ou a oportunidade de praticar um crime, com a versatilidade do criminoso, é imperioso destacar tal preceito aqui, por que vamos analisar agora o poder que o agente tem e a sua inteligência em pensar como constituir um crime até o momento da execução.

 

Os autores Gottfredson y Hirschi apontam: (a natureza das pessoas que relativamente tendem a estar involvidos no mundo do crime, o certo é que elas já sabem que os delinquentes tendem a ser versatiles: a evidencia da versatilidade dos delinquentes é assustadora.) Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006.

 

Partindo dos pensamentos apontados acima, teremos que colocar alguns topicos da criminologia radical, pois, o mundo Marxista nos traz uma grande ajuda, para entender a chave do capitalismo e o socialismo que tanto Baratta nos fala no livro do autor MarceloF. Aebi no livro Temas de Criminología, ed. Dykinson, 2008.

 

Em outra obra maravilhosa de ler também Introducción a la criminología, autor. Alfonso Serrano Maíllo, ED: Dykinson, 4ª ed, 2006, que nos orienta no sentido de que temos que estudar mais a respeito do tema, pois, podemos ficar como mero espectador ou buscar alternativas do aprendizado de novas teorias e novas conquistas para os futuros criminologos.

 

A seguir, pois, vejamos que a oportunidade de não ter oportunidade se amolda em ter oportunidade de praticar um crime, segundo Max e Engels, o mundo capitalista obriga ou impõe a sociedade como chama a tal “norma cruel”, onde o cidadão menos favorecido se ve obrigado a cumprir.

 

(O estado moderno (…) não é mas que a organização que se da a sociedade burguesa para sustentar as condicões gerais externas do modo de produção capitalista contra ataques dos trabalhadores o dos capitalistas individuais) Engels (1894):189. I MarceloF. Aebi en libro Temas de Criminología, ed. Dykinson, 2008.

 

Seguindo com o raciocinio de Engels o profesor Bonger nos acrescenta: (o capitalismo encontra-se na base da delinquencia por que promove o egoismo, no cual por sua vez, leva as pessoas criarem tendencias e levar a cabo atos de beneficio proprio neste caso, delinquir.) Bonger, 1916: 381-398, 401 y 405 sobre todo. MarceloF. Aebi en libro Temas de Criminología, ed. Dykinson, 2008.

 

A grande oportunidade de praticar um delito é o capitalismo o primeiro empurrão, diante de sua natureza estrutural econômica criminosa em forma de exploração do ser, e a desigualdade que reflexa na sociedade com menos recurso.

 

Um raciocínio empírico de Aniyar de Castro, grande criminologa da America do Sul, vem e nos relata:

 

(O delito é um instrumento das elites que estereotipa as classes baixas como delinquentes, enquato que os atos danosos dos primeiros – crime do colarinho branco e crime de cor caqui, cometidos pelos militares ficam impunes) Aniyar de Castro, 1977: 57-60 y 89; la misma, 1981: 14-15; la misma, 1992: 224; David, 1979: 95.

 

Bastante claro ficou a exposição da investigadora, pois, em se tratando de politicos ou militares, ou até mesmo pessoa com certa influencia tais crimes e seus atos sempre ficam impunes, ou por manobras dos proprios politicos ou pela quantidade de advogados corruptos que o dinheiro sujo pode comprar.

 

Todavia, temos base mais que suficiente para demonstrar que o capitalismo deprime as pessoas, orienta outras a praticas delitivas, somada com policas locais extremamente pro ricos, fazendo assim a total possibilidade dos jovens de hoje ter uma oportunidade a verdadeira oportunidade, de começar uma carrera no mundo do crime.

A delinqüência juvenil segue sem freios, para Max:

(o fundamental para compreender uma sociedade nasce nas condições que os individuo as encontram para sua subsistencia fisica, esto é quais os meios e relações de produção material) Introducción a la Criminología.

 

Segundo Edwards em sua teoria Estrutural Marxista, nas três frações que Max aborda, são de boa condição para que os jovens de hoje tenham seus futuros contrariados para a vida no crime, devido a carga de influência dos pais em relação com os seus trabalhos ou responsabilidades.

 

Como bem advertido a longo do livro Introducción a la Criminología, é a familia a chave para a educação da criança e suas atividades, bem como a vigilância nos grupos ou subgrupos e, por conseguinte a escola.

 

Segundo Max e outros investigadores, a familia tem o poder de decidir e educar da melhor maneira possivel o menor em se tradando de ensinamentos morais, analisando o contexto é claro do ponto de vista criminologico, por que um lugar criminogeneo sem duvida não será dentro de um ambiente familiar positivo, dai a preocupação, segundo alguns investigadores com os grupos, subgrupos e a escola.

 

Por segundo e não menos importante a escola e por fim os tais grupos, são chamados assim por ter uma tremenda carga de moralidade dentro do ser e ele com toda a segurança do mundo se rodeará de pessoas que se pareça com ele, ou seja, mesmo grupo de drogas, de crimes, ou até mesmo organização criminosa.

 

E a escola, joga um papel muito importante neste caso, por que tem e deve ter a responsabilidade de cuidar destes menores e formar parte das atividades escolares, ou até mesmo fazer parte dos tempos vagos que dispões esses alunos.

 

Finalizando como conseqüência, menos tempo livre mais facil será controlar e organizar a vida moral deste ser, ao contrario de que este menor sempre nas ruas a disposição do crime, potencialmente será levado a cabo uma das teorias de Sutherland e Coen, aprendizado.

 

                                                           Conclusão

 

Um argumento mais terá que somar aos apontamentos deste trabalho, bem como analisar algum pensamento, como segue.

 

De todos os pensadores percursores das mais antigas religiões, de todos os estudiosos da área criminal e penal, criminologos e suas mais amplas teorias, profissionais da área da saúde mental, e todos aqueles que de algum modo trabalham nesta area do saber do crime.

 

Estão, todos estes ora assinalados, com um objetivo unico, muito embora com suas diversas teorias, mas com um objetivo e analise maior, os maus tratos, a falta de oportunidade a falta de educação moral do ser.

 

Enfim, são dados dos quais não temos a maior gloria em ter como estadisticas, tais números ficam maiores com o tempo e o descaso e a falta de ajuda por parte do Estado fazem que sejam mais elevados.

 

Esperar que alguem nos ajude e que o estado possa intervir em situações como destes menores que jogados pelas ruas não tem a menor oportunidade de um futuro melhor, ou aqueles jovens que aos 18 anos tem que sair das casas abrigos por ter a maioridade completada, e agora sem apoio ou oportunidade, como muito, o crime é a unica esperança de sobreviver neste mundo hostil e inseguro que agora lhe pertence.

 

Que a criminología é a ciencia que cuida deste argumento e problemas criminogeneos, e que em um futuro próximo lograremos encontrar uma teoria onde poderemos nos apoiar e provar que o problema criminal de hoje é a somatoria de pontos que começa pela falta de educação, oportunidade de progredir na vida.

 

Ademas, concluindo mais um trabalho na esfera criminologica onde o poder degrada e abusa do ser, onde o poder de querer vencer se transpõe o humano, onde o poder de ter poder é a chave mestre para a dissolução do imoral, pervertido, e agora podemos desfrutar das pequenas mesquinharias que hoje não nos converte em ser humano.

Texto nº 53 “O Homem é livre”

 

  <O homem é livre; sem isso, conselhos, apontamentos, preceitos, proibições, recompensas e castigos seriam em vão.

 

Para por em evidencia esta liberdade, é preciso observar que certos seres atuam sem juizo, como, por exemplo, a pedra que cae; e o mesmo ocorre com todos os seres privados do poder de conhecer.

 

Outros atuam segundo uma apreciação, mas esta não é livre, como ocorre com os animais: quando observa um lobo, uma ovelha sabe por discernimento natural, mas não livre que tem que fugir: em efeito este discernimento é a expressão de um instinto natural e não de uma operação sintética.

 

E o mesmo serve para todo discernimento nos animais. Mas o homem atua com juizo, pois é pela potencia de conhecer como ele estima que deve fugir ou perseguir uma coisa, E posto que um tal juizo não é em efeito um instinto natural, senão um ato de sinteses que proceda da razão, o homem atua segundo um juizo livre que faz que seja capaz de diversificar sua ação.

 

Em feito, respeito aos contingente*, a razão pode fazer coisas opostas, como  prova os argumentos dos dialecticos  dos razonamentos dos retóricos.

 

Mas as ações particulares são em um sentido contingentes: assim o juizo racional pode apreciar-se de maneira diversa e não estar determinado por um ponto de vista único em consequencia, é necessario que o homem esteja dotado de livre arbitrio desde o momento mesmo em que esteja dotado de razão.

 

* Contingente: quer dizer não necesario que indiferentemente possa ser o não ser.                                              

 

“Santo Tomás de Aquino, Sua Teología, I, c.83 A1, editora Católica, BAC, Madrid, 1947>, Historias de los Fisolofos.”

 

“ Nadie es una isla, completa en si misma; cada hombre es un trozo del continente, una parte de la tierra; si el mar se lleva una porción, toda Europa queda disminuida, como si llevara un promontorio, o una casa de uno de tus amigos, o la suy propia; la muerte de calquier hombre me disminuy, porque soy parte de la Humanidad; y por tanto, nunca mandes preguntar por quién dobla la campana; dobla por ti.”

 

Apartir desta ultima frase o escritor Ernest Heminghway fez publico o livro titulado “Por quién doblas las campanas?” Intersecciones Teóricas en Criminologia (Acción, elección racional y teoría etiológica) Alfonso Serrano Maíllo editor, vários autores.

Bibliografia.

BECCARIA, Cesare, Dos Delitos e das Penas, Ed: Rideel, Madrid, 2003.

DOURADO, Luíz Angelo, Ensaio de Psicología Criminal, O Teste da Árvore e a Criminalidade, ed: Zahar Editores, Rio de Janeiro,1969.

ESENCIAL – Diccionario de Lengua Española, ed: Voz, Madrid, 2007.

F.AEBI, Marcelo, Temas de Criminología, ed: Dykinson, 2008;

FREUD, Sigmund, Obras Completas I, ed: RBA Biblioteca de Psicoanálisis, Madrid, 2006.

GONZÁLES, Carlos Vásquez y María Dolores Serrano Tárraga, Derecho Penal Juvenil ed: Dykinson, Madrid, 2007.

J.J. Muñoz Garcia y E. Navas Collado, pesquisa de 2004 publicada na internet, Conducta antisocial en adolescentes: teorías explicativas psicosociales.

MICHAELIS, Diccionario de Espanhol e Português, ed: Melhoramentos, São Paulo, 1993.

PUNSET, Eduardo, El Alma Está en el Cerebro. Madrid. Aguilar, 2006.

Pesquisa de campo: Fundação Casa Fundación Casa FEBEM.

Site: http://www.febem.sp.gov.br/site/home.php

Site: http://www.casa.sp.gov.br/site/home.php

Link: pesquisa, Internos, PDF 460kb.

SERRANO MAÍLLO, Alfonso Introducción a la Criminología, 4* ed. Madrid. Dykinson, 2006;

SERRANO MAÍLLO, Alfonso, Germán Aller, José Ángel Fernández Cruz, Antonio Salamanca Serrano, María Dolores Serrano Tárraga, Carlos Vásquez Gonzáles, Intersecciones Teóricas en Criminología, ed: Dykinson, 2008.

SERRANO MAÍLLO, Alfonso, Uned – Estadísticas, apuntes en fotocopias, 2008.

SERRANO MAÍLLO, Alfonso, Uned – Lecturas de Criminología, apuntes en fotocopias, 2008.

SERRANO MAÍLLO, Alfonso, F. Bueno Arús e J.L. Guzmán Dálbora Respuestas legislativas al 11 de septiembre. Un analise comparado de la legislación antiterrorista, En derecho Penal y Criminologia como fundamento de la Politica criminal. Estudos en homenaje al profesor Alfonso Serrano Gomez. Madrid: Dykinson, 2007.

 

SOARES, Orlando. Biblioteca Jurídica Freitas Bastos, Criminologia, São Paulo. Livraria Freitas Bastos S.A. 1* 1986.

VERGEZ, André, Denis Huisman, Serge Le Strat, Historias de los Filósofos Ilustrada por los Textos ed: Tecnos, Madrid, 2007.

VIVALDI, G. Martín, Curso de Redacción, XXII edición corregida, ed: Paraninfo, Madrid, 1992.

VILLAZALA, Tomás Fernández, La Medición del Delito en la Seguridad Pública ed: Dykinson, Madrid, 2008.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s